Ícone do whatsapp

24.06.2024

A integração eficaz dos atores do GRC e a cibersegurança

A cibersegurança tornou-se um componente crucial na estratégia de Governança, Risco e Compliance (GRC) das empresas.

Esse tema deixou de ser apenas uma preocupação técnica para se tornar uma prioridade estratégica. Um dos principais pontos de atenção que vem ganhando destaque nas discussões é o conceito de Security by Design, que envolve a implementação de medidas de segurança desde o início de qualquer projeto ou parceria. Empresas que adotam essa abordagem tendem a obter resultados de transformação mais rápidos e seguros.

O estudo “Considerações sobre Segurança Cibernética 2024”, publicado pela KPMG, revelou oito preocupações principais dos executivos, que vão além da responsabilidade do Chief Information Security Officer (CISO) e envolvem todas as três linhas. O estudo destacou as seguintes preocupações:

  1. Atender às expectativas do cliente e aumentar a confiança
  2. Navegar pelas complexas fronteiras globais
  3. Modernizar a segurança da cadeia de suprimentos
  4. Explorar o potencial da IA – cuidadosamente
  5. Aumentar a segurança com automação
  6. Fazer com que a identidade seja individual, e não institucional
  7. Alinhar a segurança cibernética com a resiliência organizacional

Diante desses desafios, as áreas de GRC tornam-se uma chave fundamental no apoio as demais áreas das companhias na incorporação de práticas de cibersegurança nas operações diárias, visando atender às expectativas dos clientes em termos de segurança e privacidade, navegar por requisitos regulatórios complexos e a manter a resiliência organizacional.

A segurança cibernética também é especialmente relevante no contexto de ESG (Environmental, Social & Governance). A confiança dos clientes, investidores e funcionários é fundamental, e a segurança de dados desempenha um papel crucial na manutenção desses relacionamentos. As empresas devem estar atentas aos riscos relacionados a deepfakes e outras ameaças emergentes, bem como participar de iniciativas educacionais para reforçar sua responsabilidade social.

Outro ponto relevante e emergente, é a governança da inteligência artificial (IA) e a gestão de riscos de fornecedores que são áreas críticas que exigem atenção. As empresas devem implementar uma governança sólida e transparente para o uso ético da IA, adaptando-se rapidamente às mudanças nas regulamentações. A gestão de riscos de fornecedores envolve avaliações regulares para garantir a conformidade com os padrões de segurança e a responsabilidade empresarial em toda a cadeia de suprimentos.

Podemos concluir que a integração eficaz dos atores do GRC e cibersegurança exige que as empresas considerem os impactos operacionais e regulatórios dos incidentes de cyber. Uma comunicação clara entre profissionais de segurança e equipes não técnicas é vital para garantir que as práticas de segurança sejam incorporadas desde a linha de frente até ao nível C-level.

Ao integrar essas estratégias, as empresas não apenas protegem seus ativos, mas também constroem confiança e garantem a continuidade dos negócios em um ambiente digital cada vez mais complexo.